Separatistas ucranianos acusam Kiev de iniciar ataques – SIC Notícias

Os separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia acusaram hoje as forças de Kiev de bombardearem o seu território com morteiros. O governo ucraniano, por sua vez, acusou os rebeldes de usar artilharia.

Inicialmente a Reuters, citando uma fonte diplomática, tinha avançado que observadores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa tinham registado vários “incidentes de bombardeamentos” entre os rebeldes e as forças do governo no leste da Ucrânia.

Os separatistas afirmam que as forças do governo abriram fogo “quatro vezes nas últimas 24 horas” e que estão a tentar determinar se há mortos ou feridos.

O exército da Ucrânia nega as acusações dos separatistas dizendo que foram os rebeldes que bombardearam os militares ucranianos.

Estes incidentes têm ocorrido muitas vezes nos últimos oito anos, mas este confronto surge numa altura do aumento da escalada da tensão depois de a Rússia ter destacado mais de 100.000 soldados para a fronteira com a Ucrânia.

Os Estados Unidos acusam a Rússia de ter aumentado o contingente militar na fronteira com a Ucrânia em sete mil tropas nos últimos dias, apesar de Moscovo ter anunciado uma retirada parcial das forças aí destacadas.

As novas estimativas colocariam o número de tropas russas próximo das 150 mil.

Rússia negar querer guerra e garante retirada

A Rússia tem negado sempre o desejo de guerra, mas exigiu garantias para a sua segurança, incluindo uma promessa de que a Ucrânia nunca será membro da NATO.

Esta exigência foi rejeitada pelo Ocidente, que propôs em troca conversações sobre outros assuntos de segurança, como o controlo de armas ou visitas recíprocas a infraestruturas sensíveis.

Na terça-feira, Moscovo anunciou uma retirada “parcial” dos seus soldados destacados durante semanas nas fronteiras da Ucrânia. Na quarta-feira, anunciou o fim das manobras militares e a partida de algumas das suas forças da península da Crimeia anexada da Ucrânia.

Hoje, voltou a reafirmar que continua a retirada militar na Crimeia.

“As unidades do distrito federal do sul que completaram a sua participação nas manobras táticas, nas bases na península da Crimeia, estão a regressar às suas bases, por via ferroviária”, afirmou o Ministério da Defesa russo às agências de notícias russas.

NATO e Kiev duvidam da retirada russa

Kiev desconfia das intenções russas e só acredita na retirada quando vir provas concretas.

“Não acreditamos quando ouvimos, acreditamos quando virmos. Quando virmos tropas a sair, acreditaremos na desescalada”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, renovou o pedido a Moscovo esta quarta-feira para que prove que está a retirar as tropas nas fronteiras com a Ucrânia.

“Resta saber se há uma retirada russa… O que vemos é que eles aumentaram o número de tropas e mais tropas estão a caminho” da fronteira com a Ucrânia disse Stoltenberg no início da reunião de dois dias dos ministros da Defesa da NATO na sede da aliança em Bruxelas.

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